Depois da X Conferência Regional sobre a Mulher, realizada em Quito, Equador, em 2007, se começou a elaborar e discutir a criação de um Observatório da Igualdade de Gênero para a América Latina e o Caribe. Mais de um ano depois, nasce esta nova e necessária ferramenta dirigida a governos, fóruns regionais e sociedade civil, que estará disponível na Internet e vai permitir gerenciar informações estatísticas, dar continuidade ao desenvolvimento das políticas públicas acordadas no Consenso de Quito e fornecer apoio técnico e capacitação aos institutos nacionais de estatística e aos mecanismos para avanço da mulher dos países que solicitarem.
A secretaria técnica do Observatório está sob a responsabilidade da Divisão de Assuntos de Gênero da CEPAL, que coordenará os esforços dos organismos das Nações Unidas e de Cooperação ao Desenvolvimento envolvidos na iniciativa. O site do Observatório ainda está em construção, mas os/as interessados/as podem ver um primeiro diagnóstico sobre a situação de gênero em cada país da América Latina em
www.americalatinagenera.org/elobservatorio.
Observatório Brasileiro
O encontro a ser inaugurado pela ministra Nilcéa Freire, da SPM, na segunda-feira (9/2) às 9h, em Brasília, pretende apresentar a proposta do Observatório Brasil da Igualdade de Gênero e estabelecer um debate teórico-conceitual acerca das atividades do Observatório. A reunião de pactuação, que se estende até o dia 10, será conduzida pela subsecretária de Planejamento, Lourdes Bandeira, e pela consultora do Observatório Nina Madsen.
Com previsão de lançamento durante as comemorações do 8 de Março – Dia Internacional da Mulher-, o Observatório Brasil da Igualdade de Gênero visa a ser uma ferramenta para a formulação e o aperfeiçoamento de políticas públicas com foco em gênero nas esferas federal, estadual e municipal. A iniciativa, estabelecida no II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (II PNPM), objetiva também ampliar o controle social das políticas públicas com enfoque de gênero, além de expandir o diálogo regional e internacional.
O projeto está baseado em quatro áreas de atuação: produção e análise de indicadores sociais, políticas públicas, legislação e legislativo e comunicação e mídia. Esses eixos vão possibilitar o monitoramento e a análise das políticas públicas para redução das desigualdades de gênero, construção e monitoramento de indicadores de gênero, monitoramento da mídia sobre os temas mulheres e gênero e acompanhamento da participação do Brasil em instâncias internacionais de promoção dos direitos das mulheres e da igualdade de gênero.
Fonte: Revista do Terceiro Setor e SPM