Quem é?
Rania al-Abdullah (Cidade do Kuwait, 31 de Agosto de 1970) é a rainha consorte da Jordânia.
Rania al-Yasin (nome enquanto solteira) nasceu no seio de uma família palestiniana oriunda da localidade de Tulkarm na Cisjordânia, que se mudou para o Kuwait à procura de melhores condições de vida. Recebeu uma educação ao estilo ocidental no Kuwait, tendo se formado em administração de empresas pela American University do Cairo em 1991, então o grau de um DEA da Universidade HEC, na Suíça.
Devido à invasão do Kuwait pelo Iraque de Saddam Hussein em 1990, Raina e a sua família mudam-se para a Jordânia, onde começou por trabalhar num banco; de seguida, Rania trabalhou na empresa Apple Computer. Em 1993 durante um jantar conheceu o princípe Abdullah II bin al-Hussein, filho do rei Hussein, com o qual casou no dia 10 de Junho do mesmo ano.
Duas semanas antes de falecer, o rei Hussein da Jordânia decidiu destituir o seu irmão Hassan ibn Tallal do título de herdeiro, transferindo a dignidade para o seu filho Abdullah. No dia 9 de Fevereiro de 1999 Abdullah foi coroado como rei da Jordânia e Rania como rainha.
Rania tem quatro filhos: Hussein (nascido em 1994), Iman (nascida em 1996), Salma (nascida em 2000) e Hashem (nascido em 2005).
Tem desenvolvido um trabalho junto de crianças e mulheres pobres da Jordânia, através de instituições como a River Jordan Foundation e a Dar al-Aman (Wikipedia).
Rainha no Oriente Médio?
Praticamente não existem rainhas no mundo árabe (até recentemente, os monarcas remanescentes continuavam a praticar a poligamia) e, quando existem, não falam nem aparecem em público. A idéia de uma rainha à moda ocidental foi introduzida justamente pela última mulher do rei Hussein, a americana Noor, bonita, ativa e tarimbada em circular nas altas-rodas internacionais. Diante do precedente (embora as duas não sejam exatamente grandes amigas), Rania arregaçou as mangas do tailleurzinho Saint Laurent e seguiu o exemplo. Com uma vantagem enorme sobre a antecessora, pois como palestina tem a simpatia automática de 60% da população da Jordânia. Para o marido, isso é um trunfo extra. Filho de uma inglesa, a segunda mulher de Hussein, Abdullah até hoje treina para falar árabe correntemente (Veja Online).
O que faz?
Em geral defende causas “femininas” e politicamente corretas, como campanhas contra o abuso infantil (”Quando comecei a denunciar a violência contra crianças em casa, não havia sequer um termo para isso na nossa língua”, diz) e a favor do microcrédito. Na abertura da Cúpula das Mulheres Árabes em Amã, no ano passado conclamou as jordanianas a se modernizar e aderir à internet, que só é usada por 4% da população feminina do país.
A Tecnologia a seu favor
Decidiu usar o site de compartilhamento de vídeos YouTube para acabar com os estereótipos ligados aos árabes e ao Islã no Ocidente. Falando em inglês, ela pedia que as pessoas sugerissem estereótipos que elas tivessem ouvido sobre o mundo árabe para que ela pudesse “acabar com eles um a um” (BBC).
O discurso dela é muito forte quando ela diz que existe uma ânsia e uma urgência por diálogo no mundo hoje. E nada mais óbvio e eficiente do que pensar na internet como a ferramenta de diálogo – de um diálogo horizontal entre cidadãos comuns, e não de diálogos institucionais e políticos entre “nações” (Leo Germani).
“Eu posso falar horas sobre as mulheres árabes, mas não é a mesma coisa do que ver as professoras, ministras, taxistas, etc.. falando por elas mesmo. Faz você rever seus preconceitos”
Ocidentalizada?
Rania ainda é criticada por muitos árabes e muçulmanos, que a consideram ocidentalizada em excesso. Mas não se importa e diz representar um grande segmento de mulheres do mundo árabe. “Eu gostaria de desfazer essa idéia de que todos são extremistas, de que somos um povo violento e de que a mulher é oprimida.” Suas principais bandeiras são a defesa da educação e a promoção do direito das mulheres (Cristovam Buarque).
legal.
é a julia roberts árabe.
com atitude e talento duma erin brockovich.